Marley e Eu

21/06/2010 21:12

Um tempo atrás assisti mais uma vez o filme “Marley e Eu” um filme muito bom por sinal e que indico a todos, um filme que conta a história de um cachorro que é considerado pelo seu dono como o pior cachorro do mundo, graças aos seus maus hábitos e o seu péssimo comportamento, desta vez vi o filme por um ângulo diferente, por saber que a história é real, e por minha namorada já ter lido o livro.

Desta vez estive muito mais atento aos pequenos detalhes que um filme nos reserva e muitas vezes nos passam despercebidos, e assim degustei cada minuto do filme, e no final do filme me deparei com uma mensagem muito interessante, que na primeira vez que vi, não me pareceu tão tocante ou reflexivo:

“Um cachorro não precisa de carrões, casas grandes, roupas de marcas, um graveto para ele está ótimo, um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro, dê o seu coração para ele e ele lhe dará o dele, de quantas pessoas você pode falar isso?

Poucas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”

           E realmente é algo a se pensar, quantas pessoas gostam de mim pelo realmente sou? Quantas pessoas não me julgam ou me examinam da cabeça aos pés, o tempo todo? Quantas vezes eu já fui preconceituoso? Quantas vezes eu deixei de dar atenção a quem tanto queria, ou um gesto de carinho e afeto? Quantas vezes eu me “deixei” cativar, ou cativei alguém?

            Essas foram algumas das indagações que preencheram minha mente após o fim do filme. Talvez você esteja a pensar o que o filme de um cachorro te a ver com a minha vida Cristã? E eu te respondo: TUDO, pois creio que todos nós devemos ser um pouco mais “Marley” e permitir-se interagir mais com o próximo, mesmo com as inúmeras diferenças que todos temos, não devemos pensar no que a pessoa é ou deixa de ser, devemos ver os “outros” e a si mesmo com mais amor, a missão não é fácil, porém não é impossível, esse foi um dos grandes ensinamentos que Jesus nos deixou, amar ao próximo como a si mesmo, e comparando os seres humanos com os cachorros vejo que ainda temos muito que aprender. Nós evoluimos tanto que acabamos nos esquencendo que a felicidade se encontra nas coisas mais simples da Terra.

            Outra coisa que me veio a mente um tempo depois é a passagem que Jesus nos diz que se quisermos entrar no reino dos céus, devemos nos equiparar e ser como crianças no que diz respeito ao nosso coração, e numa breve comparação talvez os cachorros e as crianças tenham algo em comum: “o coração puro e aberto, a amar” e é isso que nos falta, inúmeras vezes.

            Mt 19,13-15 “Algumas pessoas trouxeram seus filhos para que Jesus os abençoasse. Os discípulos quiseram afastá-los para não perturbar o Mestre. Mas ele disse: “Deixem que as crianças venham a mim, pois o Reino dos céus é delas e de todos os que forem como crianças”. Colocando as mãos sobre elas, Jesus as abençoou.”

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